Monday, March 30, 2026
O ANO QUE FAREMOS CONTATO COM O ELO PERDIDO
RELEASE
ANO QUE FAREMOS CONTATO COM O ELO PERDIDO – Fantástica Ficção de Silas Corrêa Leite
"As imensas distâncias até as estrelas e as galáxias significam que todos os corpos que vemos no espaço estão no passado, alguns deles como eram antes que a Terra viesse a existir. Os telescópios são máquinas do tempo. Há muitas eras, quando uma galáxia primitiva começou a derramar luz na escuridão circundante, nenhuma testemunha poderia ter adivinhado que bilhões de anos depois blocos remotos de rocha e metal, gelo e moléculas orgânicas se juntariam para formar a Terra; nem que surgiria a vida, ou que seres pensantes evoluiriam e captariam um ponto dessa luz galáctica, tentando decifrar o que a enviara em sua trajetória. Depois que a Terra morrer, daqui a uns 5 bilhões de anos, depois que for calcinada ou tragada pelo Sol, surgirão outros mundos, estrelas e galáxias, e eles nada saberão de um lugar outrora chamado Terra". Carl Sagan, Pálido Ponto Azul, cap. 2 - Aberrações da Luz.
O mundo já acabou outras vezes, ou pelo menos com quase todos morrendo, a pequena porção de seres que restou teve que recomeçar tudo de novo, novos ares, novas águas, novas espécies, novas bactérias, parasitas, a natureza selvagem do humano aflorada, e daí reposto o estoque de seres, essas sementes de “gentehumana” que depois legariam os seres humanos diferenciados, monstruosos. Tudo de novo, tudo outra vez, a espécie humana nunca aprenderá? O mundo de novo um caos, o pouco humano que nos resta é odiento; triste e podre Era, sujos arremates de humanos; ainda estaremos aqui, sim, mas, por quanto tempo? Quem nos salvará de nós, nos protegerá de nosotros, bisonhos, bizarros? Como na literatura, o inferno mora no desfecho? Silas, de novo, numa obra de novo diferenciado, e então assustadora, diz de apocalipse meio armagedon, meio catástrofe, onde tudo perdeu o viço, o humano em nós, as religiões, os restos de potências, o caos, terremotos, canibalismos, tragédia, e os que restarão putrefetados ornarão a nova espécie humana muito além da chamada nova desordem economia mundial. Salve-se quem puder. Asteroide, cometa, a caminho da terra. O escritor premiado em verso e prosa, destrincha atos e fatos, de vulcões, impactos, terremotos, suicídios, nem igreja, nem potências. Não há como evitar. Que parte somos em acertos e culpas desse elo perdido, em impacto final? Ano 3.333. Mais de mil anos depois do cataclismo que destruiu noventa por cento da população da Terra, quando os mutantes que sobreviveram no espaço-resíduo contaminados, com DNAS alterados, verdadeiros monstros estéticos e corpóreos, preferiram, na sua maioria, estarem mortos. Afinal, nunca darão ovos-células de continuação igual, inteira e perfeita, mas se multiplicarão cada vez mais alterados, feito ciborgues incompletos, feito zumbis com chips contaminados, verdadeiras aberrações reformatadas da espécie dizimada; cada vez mais bisonhos, mais bizarros, mais animalescos. A Terra já passou por um aquecimento antes e quase nada sobreviveu... O ANO QUE FAREMOS CONTATO COM O ELO PERDIDO é isso: “Um dia você acorda e liga a internet chipada de pulso, ou conecta a pandimensional tv de bordo alocada nos seus óculos 360-G, e quase cai morto com as manchetes em alto relevo radioativo em todos os veículos pan-estelares de notícias cósmicas. A civilização dita humana vai ser extinta. Será o impossível? Um blefe, um fake, um vírus pior do que o Cavalo de Troia, ou um erro de programação de infovias que foram corrompidas? Entre o orgânico café matinal e o aparelho de barbear invisível que arruma sua face tensa, corada, nervos à flor da pele, o susto, o medo, e um desespero, pois, parece que não haverá uma invasão de marcianos, mas um meteoro ou asteroide veio ligar o elo perdido do homo cibernéticos e internéticos com o fim de toda a espécie, o planeta água, como de vezes anteriores, sem arca de Noé, sem nave de evacuação; será destruído com o impacto fatal. Onde já se viu isso? Você não quer acreditar. Que preço todos pagarão, sem nenhum inocente no contexto universal todo? E os anjos, a Bíblia, os santos, as religiões, Jesus, Deus, Buda, Alá? Que salvação haverá? E a poderosa ciência de última geração, a América cloaca das estrelas de sangue, poderosa, e a China, a Índia, a Austrália, as Coreias Unidas, e o Brasil Sociedade Anônima? Você não quer cair em si. Desespero. Perdição. O autor trabalha essa ideia de fim, de medo-rabo, de desespero, e coloca minhocas atômicas na cabeça do leitor. DNA-Darwin não abandona, ou o Diabo mora no desfecho. Bombas? Fome? Lixo, Água? Apertem os parafusos. Embarquem nessa imaginação amarrada no espaço, dentro do reino da estupidez no manto diáfano da fantasia. O que você é? Ou você já está no piloto automático, e a sua zona de conforto é um inferno? Olhe para cima, antes, olhe-se. Você vê alguma coisa que preste nesse planeta?”
No livro FÚNEBRE NÉVOA, por exemplo, Gabriel Dantas Romano, nos diz: “A humanidade entrou numa nova era de degradação climática e ambiental que nada mais é do que a degradação das próprias condições que garantem nossa existência(...). A crise sanitária demandou um esforço planetário para ser superada(...)”. Pois o romance fantástico O ANO QUE FAREMOS CONTATO COM O ELO PERDIDO, de Silas Corrêa Leite, escritor premiado em verso e prosa, registra e alerta, purga, fermenta, evoca, também feito um prelúdio apocalíptico em literatura do planeta terra à beira do fim, tal a degradação. Que mutantes feito zumbirionetes herdarão a terra devastada? Ainda estamos aqui? Ô raça! Olhe para o céu, olhe para terra, olhe para você mesmo. Você vê alguma coisa para salvar, algum motivo, alguma razão? Algum norteamento ético-humanista de que a espécie merece ser chamada de civilização? Que mutantes herdarão o novo inferno no que restar da terra após a hecatombe do gran finale? Melhor morrer antes? Muitos serão chamados e poucos escolhidos. Ou, como diria o poeta Leonardo Miranda, in, UMA LUZ PARA O FIM DO MUNDO: “Um grande objeto reluzente se aproximava da Terra. Os cientistas o definiram como um grande asteroide carregado com algum tipo de energia. A informação acabou vazando e, além disso, o objeto passou a ser visível para telescópios espalhados por todo mundo, inclusive para equipamentos amadores/. Na medida que a data da colisão se aproximava, as notícias sobre o provável fim do mundo aumentavam e a especulação era cada vez maior. Missões espaciais não poderiam se aproximar do objeto, pois ele se movia a uma velocidade muito além da alcançada por naves humanas. Vários misseis foram disparados, mas explodiram antes de atingir o misterioso alvo/. Com o passar do tempo, todos sabiam que a destruição do mundo era irremediável e a sociedade como a conhecemos se tornou insustentável. As leis passaram a ser totalmente ignoradas e a economia entrou em colapso, reconfigurando a geopolítica mundial em um contexto completamente bélico. Guerras civis e entre nações até então amigas se tornaram comuns em todo globo. Inúmeras explosões nucleares reduziram drasticamente a população mundial, dizimando cidades e ecossistemas inteiros/. No dia do impacto, quando o planeta estava praticamente desabitado, os sobreviventes vivenciaram toda a angústia de descobrir que o objeto não passava de uma nuvem de poeira cósmica. Um fenômeno desconhecido que ao passar por nosso planeta iluminou, com uma cor nunca antes vista, toda a destruição causada pela magnitude da ignorância humana”. Por fim, "Seres efêmeros!//O que somos?//O que não somos?//O homem é o sonho de uma sombra"// (III Pítica, Anos 95-97 d.C/)
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https://namibiaeditora.com.br/.../a-ano-em-que-faremos.../
www.silascorrealeite.com/
E-mail: poesilas@terra.com.br
Friday, January 30, 2026
ROCK GROSELHA. INÉDITAS LETRAS DE AFINS DE CAZUZA
Release
Letras inéditas e supostamente de CAZUZA, em achadas criptografadas na Nuvem, textos decodificados e trazidos aqui no livro ROCK GROSELHA, do premiado escritor Silas Corrêa Leite
-Você não vai acreditar, CAZUZA vive. Letras de rocks, cazuzinhos, blues e Mbps, que se o Frejat conhecer e sacar cem por cento vai sentir o alto estilo e padrão Cazuza de qualidade, e vai querer colocar harmonias, melodias, ritmos e arranjos peculiares, para revigorando cantar Cazuza. Fragmentos de diário imaginário em prosa e verso que têm tudo a ver, a ler, e cantar com arranjos próprios de evocar e homenagear Cazuza em alto estilo top musical.
Supostamente baixado de uma nuvem estrambólica “ ROCK GROSELHA , Fragmentos de Diário Imaginário do CAZUZA” (Letras e Rocks Afins), secreto arquivo descriptografado (ou vice-versos), apresenta pensadilhos, pensagens de Cazuza, num ser, permanecer, estar e continuar que não teve conserto, mas pelo menos tem concerto. Letras ao seu estilo e estalos, aqui e ali viajando na maionese do ácid rock; que deixou seu legado e que fez da bossa nova rock and rol lupicínica e emepebelizou seu pensar/sentir/criar num moinho de contestações, mostrando também a sua cara e coragem. Cazuza foi único. E suas criações ainda reverberam mundos e fungos. O autor, deste livro único no gênero, Silas Corrêa Leite, que o traduziu e por assim dizer o reescreveu no mesmo timbre e tons e tais, curtindo o inventário de inventariar o fazer poético, aqui destilando orquídeas murchas em zonas de desconforto. Nem sempre se vê lágrimas no escuro, cantou o Lobão. Deve ser isso de Cazuza ser único e potente no que deixou de sua sina feroz de sacar, investir, criar e registrar focos de insanidades sociais. Por essas e outras, ROCK GROLSEHA pondo fogo nas cortinas para abrir-se novamente o espetáculo que tem que continuar, custe o que custar. E assim ferir de presença as ausências que fazem parte do show de amar e reverenciar, e reverberando evocar CAZUZA em artes.
O Projeto de LIVRO: ROCK GROSELHA, Fragmentos do Imaginário Diário Secreto de Cazuza – Resumo “Cazulando” – Casulo/Cazuza
“O tempo não para” - Cazuza
O artista CAZUZA foi aquele roqueiro que jamais compreendemos; o homem que jamais conhecemos inteiramente enquanto qualquer uma coisa ou outra. Nem direito sacamos as verdades e as mentiras de sua perigritante ‘vidamorte’. As músicas que ele fez pra nós, que jamais esqueceremos e que soarão para sempre, sempre tão atuais, modernas, instigantes, inteligentes, e mesmo as letras com críticas, de zoação, de ataque, de filosofia pura e simplesmente contra todas as baratas hipocrisias sócio-patogênicas, aqui algumas delas “deliradas” em fragmentos que de uma forma ou de outra deliberam bem o perfil do grande pop star ausente CAZUZA.
O cantor que com sua voz desafinada aprontou todas, botando lenha na fogueira da vida de tantas vaidades e incompletudes. Foi um afortunado que riu de sua própria origem e meio, transformando seu inferno infinito e particular em portentoso acid rock. O bicho grilo virando porra-louca. O apocalíptico cavaleiro da alegre figura detonando parasitas, embustes, traumas e neuras em fragmentos e matizes de desvairados inutensílios, aqui enlivrados em prosa, verso e letras. CAZUZA que detonou a MPB desbaratinada, retraduziu o rock pauleira de adrenalina em afrobrasilis-lupiscínico, deu seus saltos, regurgitou, gritou e botou todo mundo para dançar ao seu ligeirinho jeito esquisito e louco, botando seu bloco na rua e atirando o pau no guarda. Quer mais?
Nosso ícone de rock tupiniquim em safra boa morreu de overdose de sexo, drogas e rock and roll. Já pensou? Novas gerações dançam ao ritmo de CAZUZA. Lutando contra as misérias do cotidiano (Caetanear, por que não?), brigando contra suas próprias raízes, recorreu ao escárnio, ao deboche, à sátira, à ironia, e à própria detonação do status quo dos podres poderes de uma sociedade-cloaca, hipócrita, pústula.
CAZUZA falou pelos cotovelos, amou por todos os poros, cantou as amarguras de seu bizarro tempo tenebroso, sacando desde logo e precoce que berrar é humano. Lutou contra a vaca profana da burguesia que fede. Lutou contra todas as regras-vômitos, as normas de rigor formol, em ritmos e tons e tais, e viveu intensamente (e corajosa-mente) a mil por hora em tão pouco tempo no palco iluminado que foi sua existência.
Por fim, lutando contra a terrível doença fatal que o vitimou na sua loucura viral, viu a cara da morte, lutou contra ela. A sua própria vida-livro aberto uma verdadeira guitarra destrambelhada fazendo chover no piquenique (Saravá Paulo Leminski), quando se viu, já era, fui. Um extraterrestre entre nós, numa existência vulcão, cometa?
Aqui nesse projeto de livro as malversadas pinceladas imaginárias (e “imarginálias”) em fragmentos dessa fera ferida que radicalizou tudo, o amor, o sexo, a música. O homem que enfrentou a morte de cara lavada, porque, afinal, de uma forma ou de outra, o tempo não para e, sorry Rock Groselha, CAZUZA ainda vive.
Talvez tudo isso dê uma opera rock.
A vida não tem conserto. Mas com CAZUZA pelo menos tem concerto.
Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.br
COMO COMPRAR O LIVRO
https://kotter.com.br/loja/pre-venda/rock-groselha-fragmentos-de-diario-imaginario-do-cazuza/
Monday, June 23, 2025
Santa Itararé das Letras: Hino ao Itarareense
Santa Itararé das Letras: Hino ao Itarareense: Hino ao Itarareense Composição: Silas Correa Leite (Hino Oficial) 1 Se a batalha te chama na história Voltarás com verve e augusto Pra ser f...
Monday, July 30, 2018
FRAN ROSAS, TALENTO E PRECIOSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA NOVA JÓIA PRECIOSA DA NOVA MÚSICA BRASILEIRA
MPB Contemporânea
Cantora Fran Rosas, a nova joia no florir do lume da New MPB em ebulição
-“Minha terra tem Pinheiros//Adonde canta a Fran Rosas...” Melhor dizendo: em Curitiba – Curitiba, que quer dizer terra dos pinheirais - tem a Artista talentosa Fran Rosas com raízes entre Itararé-SP (Celeiro de artistas) e Ponta Grossa-Pr (pertinho de Itararé) dando ao lume artístico-musical suas “cantárias”, louvações... shows e espetáculos...
-Pois, afinal, Itararé, cidade de revoluções, ex-capital do trigo, depois capital do feijão, mas, ainda e sempre capital artístico-cultural da região sul de São Paulo, terra entre outros craques de arte musical, de Maestro Gaya (descobriu, burilou, orquestrou, Chico Buarque de Hollanda, entre outros, como Taiguara, Nelson Gonçalves, etc. e ganhou prêmios em áureos tempos de festivais de MPB da Record), Paschoal Melilo, (seu Baião Cuco estourou nos anos 20 quando ele pintava e bordava na Lapa do RJ em época de Noel Rosa e Aracy de Almeida), terra-mãe também de Regina Tatit, Rogéria Holtz, Carlos Casagrande, Elvira pagã (que Rita Lee cantou), e assim dessa raiz, tronco e chão, redondezas e trilhas pertinentes, brotou uma “Rosas” que canta porque é Fran e ao ouvi-la, acabamos todos fãs também...
-Tive a honra (e orgulho, claro), eu, um fanático por Itararé (canta a tua aldeia e serás eterno, disse León Tolstoi), de sabê-la por lá, com amigos, familiares, de Itararé, de ouvi-la, ver nas canjas virtuais do You tub sua performance, e encantei-me de curti-la, eu, com três notas musicais no nome, filho de um Maestro de bandas e Regente, de corais, compositor, fundador de corais e bandas no estado de SP e PR, que hoje é nome de Rua em Itararé, Rua Maestro Antenor Corrêa Leite.
-Pois nesse feitio todo de diapasão de acontecências, da Fran Rosas que soube e quis ouvir mais, recebi o belíssimo cedê LUME, interessante trabalho desde a estética da capa do projeto, à beleza singular da cantora/intérprete, passando, é claro, pela qualidade musical dos interessantes arranjos finíssimos de primeira linha, espetaculares, ainda as canções que ela com portentoso espetáculo verte para nós em seu lume de voz maviosa e singeleza na interpretação. Bravo!
-Espetacularmente assim e por isso mesmo muito bem produzida pelo namorido Rafael Rosas, de Itararé-SP, Fran Roas esbanja simpatia, cativa, e você bebe/ouve sua qualidade vocal, com belas composições, letras e músicas, inclusive do Celso Viáfora, Maninho, Estrela Ruiz Leminski e Djavan que botou sua Asa e seu Azul na voz exuberante da Fran Rosas que nas canções assomou-se.
-Diz o site Tratore, a distribuidora de artistas Independentes:
“Expoente da música curitibana, Fran Rosas é cantora e interprete de grande expressividade e personalidade. Dona de uma voz suave e versátil, assume diversas influências musicais, transitando com facilidade entre os mais variados estilos. Em 2017, lança o seu primeiro álbum - Lume, com produção de Rafael Rosas. O trabalho traduz com fidelidade a gama de influências que recebe ao longo da carreira, consolidando sua originalidade como marca pessoal.”
Vejam-na, quero dizer, ouçam-na, e babem:
https://soundcloud.com/franrosas
No site GENTE.IG.CULTUR, a consagração da carreira:
“Revelação da MPB, Fran Rosas se prepara para a sua primeira turnê na Europa”
http://gente.ig.com.br/cultura/2018-05-08/fran-rosas-turne-portugual.html
Crítica: - Crítica Sobre o Álbum Lume
“Já em Estrela de Brilhar, primeira faixa de seu álbum de estreia, a cantora curitibana Fran Rosas mostra ter muitos horizontes. O álbum revela uma cantora afinadíssima e à vontade em diferentes estilos(...). Foi bailarina clássica e prefere a delicadeza das canções…”– Juarez Fonseca – Jornal Gaúcha ZH
Eu que nasci no bairro operário de Harmonia, em Monte Alegre, Pr, hoje Telêmaco Borba, e fui criado desde os seis meses de idade na histórica cidade de Itararé-SP, terra de meu pai, um dos cem primeiros itarareenses a nascer na cidade, e que quando jovem foi acendedor de lampiões de gás em Itararé nos indos de antigamente, vejo as andanças musicais da Fran em sintonias e trajetos pertinentes, por assim dizer, e para nosso orgulho, claro...
Fran Rosas tem essas raízes fincadas em Itararé, seu marido produtor musical, maestro, arranjador e instrumentista, e familiares dele todos residentes em Itararé, mesmo ela tendo nascida de papel passado em Ponta Grossa, Pr, pertinho de Itararé, tendo por fim a bela Curitiba, a capital do Paraná, como seu palco iluminado.
Por essas e outras, como nova estrela na nossa também nova MPB, desejamos à FRAN ROSAS sempre muito sucesso, porque brilho, talento e lume ela tem, e, como diria Caetano Veloso, gente é para brilhar.
Brilhe Fran, solte a sua graciosa voz nas estradas de tijolos amarelos da vida.
Bravo!
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Silas Correa Leite - E-mail: poesilas@terra.com.br
www.artistasdeitarare.blogspot.com/
Poeta, Escritor, Professor e Jornalista Comunitário. Autor entre outros de TIBETE, De quando vc não quiser mais ser gente, Romance, Editora Jaguatirica, RHJ, 2017.
Sunday, March 04, 2018
TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, Silas Correa leite, Editora Jaguatirica, RJ
TIBETE – o novo romance de Silas Corrêa Leite – E quando você não quiser mais ser gente?
-O novo romance do escritor Silas Corrêa Leite, lançado ao final do ano passado pela Editora Jaguatirica, RJ, vem bem a calhar, tendo em vista o tenebroso momento em que se resta o Planeta Terra, e particularmente o Brasil também em crise sem precedentes históricos, em que há uma falência generalizada de valores e estruturas sociais, terrivelmente depondo com o que deveria ser o público fito ético-plural-comunitário da sociedade nesses tempos de falta de qualidade de vida e de uma convivência humana de baixíssimo nível. Fugir seria a melhor estratégia? Loucos escrevem. Céu ou inferno moram nos desfechos? O personagem principal do livro, nesse contexto todo relata sobre as tormentas de um ex-escritor marcado, com altos e baixos na vida, mas, afinal evoluído socialmente falando, e que num estranho súbito momento, um bendito dia saca que não é feliz; avalia que o que conquistou não o satisfaz, quando conclui que “vencer na vida” não é tudo, não significa nada, não faz sentido, e, parafraseando Caetano veloso se questiona: tudo o que conquistou, a que será que se destina? Fechamento de ciclo.
De cara resolve pular fora do sistema, da redoma de infernos que é seu meio conturbado. Larga tudo e vai em busca de um lugar para chamar de céu, um infinito particular que seja. Quer um canto para se esconder de ser gente, de ver gente, se tratar de si, se reconciliar, cavar uma trilha, um buraco, antes que faça uma besteira... Estresse e paranoia de finalmente se descobrir sendo uma coisa que não quis ao final de tudo, passando da idade do lobo.
Volta para sua aldeia, Itararé-SP, foge de existir. Lá vai morar no mato, mal sabendo lavar um par de meias, um lenço, ou fritar um ovo. Terá que, numa emergencial e improvisada cultura de subsistência, adaptar-se na marra, longe da urbanidade tantã e da civilização em derrocada, para repensar o caminho que fez, como se numa espécie de jornada espiritual de recolhimento temporão, de reconciliação e mesmo de depuração de sua interioridade ferida, de sua sensibilidade lixada de ver, fermentar, engolir sapos, aceitar regras, chorar, sofrer, conviver, sobreviver... Com o mundo num labiríntico caos, com sua crise de identidade de turrão, concorrente, sedentário, já obeso, calvo e com problemas de saúde, além de síndromes pintando num campo minado de cobranças ridículas, entre boletos de posses e sachês viciados de poses insatisfatórias, mais doenças paraexistenciais e questionamentos de neuras, o personagem enquanto se adapta num barracão dentro de um manto de selva, vai relembrando o que sofreu, as perdas e danos, idas e vindas, traições e incompletudes, cartéis e cassinos, bolando artes loucas dentro do funil da crise de perquirir, ao mesmo tempo em que compactua com o recanto que ergueu pra si, e confronta a natureza primária pertinho o abraçando e sustentando, na sua busca de paz, o terrível encontro consigo mesmo, pela frustração com tudo, o nada que é tudo, feito um desorientado cidadão pós-moderno num mundo corrompido, procurando se achar enquanto há tempo.
Na capa do romance de 382 páginas, o aviso: “Destruam este diário, ou destruam suas vidas”. A obra é isso mesmo, uma espécie de diário de resistência e luta, de busca da reformatação do ser, de uma transformação radical, mais, a de busca de um buraco para se encaixar depois de questionamentos, se isolando feito um Tibete íntimo, uma guarita, uma cápsula de nave, um jardim secreto, um esconderijo, uma Pasárgada, uma Shangri-lá, que é na emergência da situação de conflito e confronto, a periferia rural de Itararé, na lonjura distante de um lugar em que o judas perdeu o All-Star.
O deslocado personagem meio eremita que sonha um Mosteiro Ateu ou um Monastério Lico, as vezes introspectivo, de acordo com a lua, as vezes anarquista libertário, ou romântico sonhador da pá virada, quando não incendiário, perigoso, detona tudo, registra, narra, incendeia irrazões. E o leitor sendo testado, também vai acabar fazendo uma viagem de recolhimento que o livro Tibete faculta e induz, antes que venha o cometa ou o cavalo amarelo do Apocalipse. Vai nessa toada o romance.
Lendo o Tibete você sofre, se encontra, revolta, se confronta, assusta mas se requalifica, a repensar melhor sua vidinha merreca e seus infernos de grifes, impropriedades, consumismo e obrigações piradas de meros vazios existenciais. E pode clarear a mente adubada pela mídia abutre; deixar de ser bovinamente refém do consumismo irado, começando assim a vitimizar conquistas espúrias, pois, como diz Raul Seixas, “Quem entra em buraco de rato/De rato tem que transar”. Nesse mundo insano, vencer numa sociedade assim não significa nada, muito menos mérito notório. Liberte-se também. Leia Tibete e também Tibete-se. Eis o verbo
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BOX: Livro: TIBETE, de quando você não quiser mais ser gente - Gênero: Romance - Editora: Jaguatirica, RJ - E-mail da editora: jaguatiricadigital@gmail.com - E-mail do autor: poesilas@terra.com.br - Links para adquirir a obra:
01)-EDITORA
https://www.editorajaguatirica.com.br/livros1/ficcao/tibete-de-quando-voce-nao-quiser-mais-ser-gente/
02)-MERCADO EDITORIAL
https://www.mercadoeditorial.org/book/tibete-1
03)-AMAZON, link:
https://www.amazon.com.br/Tibete-quando-voc%C3%AA-quiser-gente-ebook/dp/B079KLR1BG
04)-Livraria Cultura
https://www.livrariacultura.com.br/p/ebooks/literatura-internacional/romances/tibete-2010166060
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Vejam
Entrevista minha sobre meu romance TIBETE na Rádio UNESP FM, ao Jornalista, Escritor e Crítico de Arte Oscar D´Ambrósio
O áudio da entrevista:
Silas Corrêa Leite [Entrevista 2945]
http://podcast.unesp.br/perfil-01032018-silas-correa-leite-entrevista-2945
Friday, September 15, 2017
Monday, March 13, 2017
Poema In Memoriam da Mãe
Poeminho de Saudade e de Dor
Nunca Mais Liguei Pra Casa da Mãe em Itararé
Depois que a mãe morreu, nunca mais liguei para o telefone da casa da mâe Eugênia em Itararé.
Quando ela estava triste, com saudades, ou com problemas, me ligava. Sabia que sempre podia contar comigo.
Ou eu, quando ia fazer um exame complicado, uma operação de risco, uma viagem de avião, uma palestra importante, ligava pra ela, para recarregar as baterias e ser forte e me sair bem,
e pedir a “bença”, ou oração...
Depois que ela morreu, nunca mais liguei.
Com medo de ligar um bendito dia, e ela atender. E eu chorar, chorar muito, chorar tanto de saudades, e assim emocionado, de súbito, morrer de enfarto
E finalmente então, poder ir me reencontrar com a mãe, numa Itararezinha celeste.
Um dia vou ligar. E o silêncio falará por mim...
Porque a casa, a mãe, o quintal, as flores, tudo, Itararé, de-assim
é uma saudade da minha mãe Eugênia muito além do fim...
(Sampa.13.03.2017)
Silas filho órfão
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