Friday, July 19, 2013

O NOVO LIVRO DE MICROCONTOS LOUCOS DE SILAS CORREA LEITE: TROIOS PERIGRITANTES


 
 
 ‘Troios Perigritantes’ Livro de Microcontos de Silas Correa Leite


 ‘Troio’ é um neologismo para a mistureba de joio e trigo, numa catança  marota de twittercontos, loas mínimas e nanoprosa do autor que vão de pensadilhos jocosos (Pensamentos trocadilhos) a pensagens irônicas (pensamentos mensagens), passando por doses de incompletudes urbanas/humanas em drops cênicos. Microcontos, (rastilhos/meteoritos), barbaridades e extravagâncias, feito  derrama em  sachê de mixórdia para rir, ficar de butuca sacando o quase, achar ruim pela desnatureza do vagido que é regurgitado, desde a desvairada Paulicéia S/A. Prosa de desvairados inutensílios agora em  quinquilharias letrais. Nesse pocketbook, stories que clarificam em atos mínimos o inominável e o indizível.

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Quando escrevo permaneço em um nível de

concentração que me permite criar vozes e  frases

estranhas a mim.  John Banville, Luz Antiga

 

Fixar o alvaiade no rosto com máscara. Dalton Trevisan em drops? Quem tem Orkut tem medo. Sampa... nem ‘dulcora e nem eldorado’. Os coxinhas hedonistas retratados. Nelson Rodrigues pósmoderno em tempo de infovias efêmeras como cincerros? Cenas de sangue cênico como Plinio Marcos meio Bukowski tramando subterrâneos. Pinceladas rápidas em Glauber de/compondo cenas de instante-trevas. O certo e o errado, o ‘flagramenthus’ a arrebentação. Trigo e joio, num neologismo: TROIO.

A palavra iluminando o silencial. Quinquilharias de mini'stories', contos mínimos, parágrafos saindo pela tangente, pelo ladrão. A culatra da ironia, o desdizer, do, curto e grosso “mãos ao ato” em si. Naniquidades perversas em narrativas rápidas e rasteiras. O que alguém tem a dizer, quando escreve contos nanicos como fotografias em 3X4 de um lambe–lambe fake mambembe em sépia, a palo seco? O conto-quase no haraquiri das palavras. Contos rastilhos que, quando saem, alvoroçam clarificações indizíveis, feito desvairados inutensílios em narrativas contundentes.

O que ninguém quer sacar, tem medo de, escoa o meio, a sociedade, o medo-rabo de um ‘mondo cane’ em bravatas, panurgismos e polvorosas, como se a fazer ‘petalamentos’ de promessas 'perigritantes', feito ‘ilumideias’ em almanaque de micronarrativas telúrico-lustrais. Conversa afiada pra boy dormir, sacadas-coivaras em quinquilharias narrativas como naniquidades perversas.  

No final, todos tiramos o boné cabritado para tantas esquisitices? Viver é plágio, sobreviver é platônico e escrever é ‘daltontrevisanar’ o rancor, o escárnio, o vitupério, a vicissitude, o sígnico, desde o campo de lavanda com corvos, passando por uma espécie de brincar de esconde-esconde com o trágico, o cômico, o próprio abismo das alienações purgadoras. A faca é cega mas ainda acorda.

Tudo é possível ao que cria. De perto ninguém é normal, cantou Caetano Veloso. O importante é que a erosão social dê o que falar? Quando o perto fica mais perto, nesse momento expande o universo, disse Helena Katz (Colônia Penal). Deve ser isso o troio perigritante, em tons de cinza. TROIOS PERIGRITANTES como cerebrança de arreios, nódoas e inquietações. Como tudo é impossível de mudar, delatar é preciso, assim mesmo, na lata. Estamos todos ilhados no pântano da condição humana com seus cincerros, e todos sangram e buscam desesperadamente alguma coisa que não sabem o que é. Quem cria, regurgita? Talvez o mundo já tenha acabado, e apenas os artistas, poetas, loucos e fabricantes de bonecas é que não foram avisados.

É isso, cara-pálida: Somos Todos ‘Troios’. A minha parte quero em cerveja, controle remoto e uma máquina mágica de escrever pensaVENTOS. O romance vence por pontos, o conto vence por nocaute, disse Octávio Paz. E os curtos “surtos circuitos” de TROIOS? E o microconto, o twittercontinho; dedo de prosa no dedal das anomalias? Ah um meteorito minimalista ainda faz estragos. Há o pé no sacro, o repente-lucidez, a ficção-angústia, uma quimera narrativa do autor destrambelhado que põe pingos em is, dábios e reticências. O prisma saindo pelo buraco da fechadura/ferradura.

Repentes cínicos, contos miniaturas, nanicos, do fantástico ao político, do poético ao memorial, do elaborado no jorro neural em refluxo recorrente, ao contundente do diálogo curto e grosso, do paradoxal ao escabroso, das falas rápidas pincelando situações irônicas  ou até mesmo politicamente incorretas que sejam, sapecando fogo na canjica, tipo batatinhas viajando na maionese; no shoio paraexistencial,  até no cervegetariano zenboêmico do autor feito um neobeatnik contemporâneo a botar a boca no trombone, em suas disparidades ímpares... TROIOS são, Troios hão, Troios vão, troios cão, troios chão, então: Perigritantes nanicas contações bem ao estilo da revista MAD: você não vai acreditar no que vai sentir quando acabar lendo.

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O livro de microcontos e twittercontos do Cyber Poeta Confeccional Silas Correa Leite, também novo ebook do autor, está à venda impresso e no formato digital no site:


ou no link:


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Antonio T. Gonçalves

Jornalista, Mestrando em Educação Contemporânea

OS EBOOKS DE SILAS CORREA LEITE


 
Os Ebooks do Cyber Poeta e Ficcionista Premiado Silas Correa Leite


-Escrevendo desde os oito anos de idade, publicando desde os 16 anos em jornais de sua terra, Itararé-SP, quando descobriu a internet, Silas Correa Leite, que escrevia todo santo dia (hoje tem mais de mil cadernos de rascunhos poéticos de duzentas páginas que foram reportagem no Metrópolis, TV Cultura de SP), sacou o ambiente virtual e como reproduzir, corrigir, imprimir, compartilhar, editar, ilustrar e divulgar seu diferenciado mundo líterocultural. Oficialmente lançou Ruínas e Iluminuras (Prêmio Eduardo Coelho, Elos Clube, Comunidade Lusíada Internacional), sua estreia, depois Trilhas & Iluminuras (Editora Grafite/RS) em seguida Porta-Lapsos, Editora All-Print/SP, quase uma antologia de poemas premiados, publicados em sites, revistas e mesmo em antologias literárias de renome, até do exterior. Depois veio Campo de Trigo Com Corvos, contos premiados, Editora Design/SC, classificado para a final do Prêmio Telecom, Portugal, em seguida O Homem Que Virou Cerveja, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Editora Primus/SP, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador/Bahia, e agora está lançando DESVAIRADOS INUTENSILIOS, poemas, pela Editora Multifoco RJ.  

Depois começaram os e-books, dos quais ele virou referência, segundo o Portal Imprensa. Primeiro o livro virtual de sucesso, primeiro e-book interativo da rede mundial de computadores, pioneiro e único no gênero, O RINOCERONTE DE CLARICE, onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto. Por ser de vanguarda, teve um recorde de download na Editora HotBook, RJ. Foi destaque na grande mídia (Estadão, Diário Popular, Revista Época, Revista  da Web, Minha Revista, etc.), inclusive televisiva (TV Cultura, Programas Metrópolis e Provocações; Rede Band, Momento Cultural/Márcia Peltier, Rede 21, Programa Na Berlinda, etc.), e obra recomendada como leitura obrigatória da matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem, na UNIC-Sul, de Santa Catarina. Foi tese de mestrado pela Universidade de Brasília e tese de doutorado pela UFAL. A tese está disponível no link: HTTP://biblioteca.universia.net/ (Pesquisar Silas Correa Leite ou “O Livro Depois do livro : a experiência hipertextual em Giselle Beiguelman). Essa obra está disponível como free nos seguintes endereços da internet: 


01)-www.itarare.com.br/rino.htm
02)-http://ebookbrowse.com/livro-o-rinoceronte-de-clarice-pdf-d165920376.
03)-www.fernandojorge.com/Silas-correa-leite/4524102313
04)-www.wordoffiles.net.


-Premiado em concursos literários de renome, até internacionais, como Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor (Secretaria de Educação de SP), Prêmio Paulo Leminski de Contos (Unioeste, PR), Prêmio Ignácio Loyola Bandão de Contos, Premio Biblioteca Mário de Andrade (SP/Gestão Secretária de Cultura Marilena Chauí), Prêmio Literal de Contos (Fundação Petrobrás/Curadora Heloisa Buarque de Hollanda), Vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP-Jornal O Estado de São Paulo/Parceiros do Tietê), Prêmio Instituto Piaget e Ficções Simetria (Microcontos, ambos em Portugal), entre outros. Depois do sucesso de O Rinoceronte de Clarice ainda vieram os e-books ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, romance místico, hoje disponível no link WWW.fernandojorge.com/silas-correa-leite 
O polêmico poema social OS PICARETAS DO BRASIL REAL, da Série Cantigas de Escárnio e Maldizer, Editora Thesaurus, Brasília, DF, disponível no site:  
WWW.thesaurus.com.br/download.php?codigoArquivo=43


Em seguida, o livro GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertório, aprovado pela Editora Chiado, Portugal, e disponível como e-book de literatura infanto-juvenil disponível no site
WWW.camaleo.com/books/0016106757767c03d1375
Depois veio BULBOS POETICOS, Poemas, e-book disponível no site
WWW.bookess.com/read/15796-bulbos-transversos-poemas-e-desconcertezas/


E mais recentemente o livro virtual de poemas ESTADOS DA ALMA, Acordes Dissonantes de Mins, pelo site de Portugal
WWW.carmovasconcelos-fenix.org/Escritor/silas-correa-leite-02.htm


Silas Correa Leite, Professor, Especialista e Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro diplomado em Direitos Humanos, livre pensador humanista, tem o romance Cavalos Selvagens aprovado por uma editora de SP, em vias de lançar o seu novo livro de poemas e chips poéticos, chamado Desvairados Inutensílios, Editora Multifoco, RJ, planejando lançar ainda outros e-books, de romances infanto-juvenis a livro sobre educação, de livro de crônicas de sucesso na internet a artigos polêmicos, de livros de poemas para a juventude a um livro de haicais e um de microcontos, entre outros. Procurando o nome do autor no Google, o leitor vai achá-lo em mais de oitocentos sites, em todas as redes sociais, com milhares de seguidores, quer pelo Orkut, quer pelo Facebook com seus trabalhos de humor e ironia, como Silas e suas siladas, a pensadilhos (pensamentos trocadilhos), ou pensagens (pensamentos mensagens) e mesmo letras de rock e blues, e ainda ensaios e artigos sobre autores clássicos, criticas literárias e outros assuntos, escrevendo muito e sempre, daí porque foi tachado pelo site Capitu de O Rei da Web, sempre seguindo a máxima de Leon Tolstói quando disse “Canta A Tua Aldeia e Serás Eterno”. O Literato premiado e Cyber Poeta  feito um Homero querendo voltar para casa, cantando sua Santa Itararé das Artes que adora tanto.  Recentemente, sobre seu novo livro, DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, Série Literatura Brasileira Contemporânea, Poesia Emergente, foi entrevistado pela FM-VUNESP de SP e no Programa Sábado 88, FM-Educadora-FAFIT, Itararé-SP.

Por fim, o autor criou o livro TROIOS PERIGRITANTES, microcontos, quinquilharias perversas em nanonarrativas, twittercontos, ficções mínimas, que está à venda como ebook ou mesmo livro impresso no site: http://www.clubedeautores.com.br/book/148073--TROIOS_PERIGRITANTES


Blog do UOL premiado do autor:
WWW.portas-lapsos.zip.net

E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br

-Livros a venda no site: WWW.livrariacultura.com.br


CultNewsArt Literatura Releases Criticas - (Divulgação) La-goeldi@bol.com.br

 

DESVAIRADOS INUTENSILIOS, O NOVO LIVRO DE POEMAS DE SILAS CORREA LEITE


 
 
Pequena Resenha Crítica

 

Livro “DESVAIRADOS INUTENSILIOS” do Cyber Poeta Silas Correa Leite

Todas essas criaturas a que chamas animadas,

como aquelas a que negas a vida, sem razão

melhor do que a de não as veres em ação – todas

essas criaturas têm, em grau maior ou menor,

capacidade para o prazer a dor; mas a soma geral

de suas sensações, é, precisamente, aquele total

de felicidade que pertence de direito ao ser divino,

quando concentrado em si mesmo. Edgar Allan Poe

 

“DESVAIRADOS INUTENSILIOS”, Editora Multifoco, Rio de Janeiro, é o novo livro de poemas de Silas Correa Leite, o Cyber Poeta tachado pelo site Capitu de “O Neomaldito da Web” (o autor está em mais de 800 links da net), que no programa “Provocações”, do Antonio Abujamra, da TV Cultura de São Paulo, exprimindo sua latente poética da tristeza, disse que “corta os pulsos com poemas”; também disse que se sente um “E.T.” entre nosotros, e que, “como a vida não lhe deu limões, fez limonadas de lágrimas”. Pois os poemas da safra desta nova obra, ““Desvairados Inutensílios””, tem todas essas lágrimas em contracorrentes, têm esses ácidos multiformes, essas sutilezas esplendentes, mais catarses, onirismos, surtos-circuitos, correntezas hilárias, delírios, irrazões, errações e ousadas experimentações, próprio do estilo do autor.

Humor ora discreto, ora rompante, quando não plangente, ou mesmo curto e grosso. Humor e brevidade, bem próprio desses nossos tempos de correria (e tantas infovias efêmeras) e amarguras. Galhofa, ironia, na linha de Oswald de Andrade (poeta da semana da arte moderna), com invencionices, desvarios, inutensílios, e, claro, dissonâncias de acordes breves. Tudo a ver. 

Minimalista? Neoconcreto aqui e ali. Há ainda o dizer no desdizer, ficando a vertente no implícito, o pulso no tácito, o dizer (fazer poético) obliquo, a palo seco. Haiquases, sim. Acordes dissonantes na linha do seu feitio, tipo “Silas e suas siladas”. Conflitos com filtros (olhos obtusos), briancanças verseiras, twitter-poemas até. O nada-que-é-tudo serpenteando versos ridentes, risadores. O clic e salta o verbo: insights, iras certeiras. Já pensou? Inventando o inexistente, o olho mágico é do poeta ou de sua cetra parideira de poemetos, feito uma metralhadora dialética? O Poeta Silas não oscila seu deleite derramado.

Tem seu espiral de haikais e tankas diferenciados. Alinhava suas tessituras – no “tear do silencial de ‘mins’ e h2outros” como muito bem diz ele – feito até, por que não, um antipoema que ainda é, assim e por isso mesmo, também, poesia pura. Ou, vá lá, impura como jojobas ácidas. Guloseimas ocres. Fios (fiações) literais vários, meio neozen, meio Pessoa, Drummond, Bandeira, Maiakovski, Bertold Brecht, Frederico Garcia Lorca, José Saramago, Manoel de Barros, Mário Quintana, Robert Bob Dylan Zimermam. Será o impossível? Ai de ti Babilônia Bandeirantes. Ou a Neverland Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, a terra-mãe do autor, que a canta em verso e prosa e baladas and blues. Poesias com in/fluências várias, meteoritos-maroteiros. Bulbos letrais.

Marotices literárias. Ler, rir, curtir. Sentir. Bijuterias com alguma angústia-vívere, mais a solidão-albatroz, um certo medo-coisa, disparates, instante-trevas (luz). Bulbos-surtos-circutos portanto. Lacre e limo. Lume e húmus. Humor e técnica de aproximação com a lucidez-loucura. Chorumes e a tal da bendita (maldita) antilira. Niilismo. Pode uma coisa dessa? “Desvairados Inutensílios” é isso: pós-Porta-Lapsos (o último livro de poemas do autor), sendo um boêmico tabuleiro de mixórdias letrais mesmo, avessos de reversos, experimentações cítricas, quando não pan poesia.

Pensadilhos? Pensamentos trocadilhos, diz ele. Pensagens? Pensamentos mensagens, diz ele, com seus tantos neologismos do arco da velha. Melhor morrer de overdose de poesia do que de normalidades hipócritas? Antes sóbrio do que mal acompanhado, trocadilha o autor, muito bom nisso, textificando ócios do oficio de tentar ser um Ser. Não é fácil. Escrever poesia é extra/vazar o lume neutro de fugas, ilhas movediças, facas cegas em palavreiros. Poemas letras de rock. Poemas histórias em quadrinhos. Mas poemas bem contemporâneos.

A faca é cega mas ainda corta, diz a balada.

Os entrecortes epigramáticos – a faca nos dentes - nos entremeios (e entreveros) poéticos tem tudo a ver com o que cria o Cyber Poeta Silas Correa Leite, já elogiado por Moacyr Scliar, Álvaro Alves de Faria (que já o entrevistou duas vezes na Rádio Jovem Pan), Ignácio de Loyola Brandão, João Silvério Trevisan, Rodrigo de Souza Leão, Sergio Vaz, Antonio Miranda, Plínio Marcos, Marcelino Freire, Elio Gaspari, Pedro Maciel, Miltom Hatoum, Araken Galvão, Antonio Cabrita (Moçambique, África), e outros.

Ítalo Calvino disse “O homem contemporâneo é dividido, mutilado, incompleto, hostil a si mesmo: Marx o chama de alienado, Freud de reprimido; um estado de harmonia antigo foi perdido, aspiramos a uma nova totalidade” A poesia do Cyber Poeta Silas Correa Leite muito bem – e ainda filósofo-irônico - exprime (e agoniza?) isso. Tempos tenebrosos. Ser Humano é uma desnatureza que deu errado?

Poesilhas: pois é: lendo o poeta você vê (sente) uma espécie assim de ‘ilha de edição’ – prisioneiro de sua própria existencialização? - que é o seu contundente fazer poético de louco desvarrido; com seus poemas atirados como se em garrafas vazias pedindo socorro, resgate, rumo, âncora, casa, paz, lar. Feito um Homero sonhando uma Itararezinha que talvez só existe mesmo em sua cabeça, em sua imaginação.

Habemus o cyber poeta a ferro e fogo, cerveja e enxofre, mas, ainda assim e por isso mesmo, seu mosaico lustral no livro de poemas “DESVAIRADOS INUTENSILIOS”.  Salve-se quem puder. Periga LER

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Crítico Antonio T. Gonçalves, São Paulo, 2012

Jornalista e Professor Universitário



Site:


 

PAULO ROLIM CORREA DE ITARARÉ, UM GÊNIO DE SEU TEMPO UM VISIONÁRIO



 

Artigo/Opinião - Homenagem


Paulo Rolim, Um Visionário Que Ainda é Orgulho e Honra de Itararé

“Canta a tua aldeia e serás eterno” León Tolstói

Filósofo, Humanista e Livre Pensador Paulo Rolim. Pois é, meus camaradas, saudades e respeito. Faz tanto tempo que ele se foi, e muitos ainda dizem que ele foi o Itarareense mais inteligente que nossa estância boêmia já teve, em celeiro de artistas e chão de estrelas que nossa Itararezinha encantada sempre foi.  Virou uma lenda... um mito. Ninguém nunca mais no mundo escreveu o que ele escrevia, principalmente sobre Vimatologia. Foi um incompreendido? Foi genial. Deixou apenas um livro impresso, mas muito filhos-livros (páginas abertas) “adotados” de corpo e alma e oriundos da antiga Casa Paterna, porque ele, além de muito criativo, artista, jornalista, radialista, ventríloquo, visionário, espiritualista e escrever sobre discos voadores nos anos 50 (tachado de louco, portanto) ele era caridoso, amoroso, criou a Casa Paterna de Itararé e até foi perseguido por isso, e por ser mais inteligente do que seus suspeitos críticos de ocasião, ou que não souberam compreender sua portentosa mente brilhante, sua dignidade ético-plural comunitária, humanista, seu coração de ouro e sua alma iluminada muito além de seu tempo. O tempo não apaga estrelas.

Décadas depois que PAULO ROLIM morreu, corriam histórias do ser humano, do cidadão, do talentoso artista. Até mesmo comentários de que um texto enorme seu (um calhamaço de papel datilografado e ilustrado por ele) teria sido enviado à produção da Rede Globo, e que algumas novelas mesmo, inclusive O Clone, teriam se aproveitado de suas criações muito adiantadas para sua época. Os gênios não são compreendidos em seu tempo, e, ainda dizem, santo de casa não faz milagre. Sobrinho de meu patriarca Maestro Antenor Correa Leite, como o Lazico Correa e mesmo Eugenio Cleto, ambos já falecidos e primos, Paulo Rolim Correa já era bem adulto já, quando eu ainda era jovem que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, e começara a escrever com 16 anos para jornais de Itararé.

Muitos anos depois, quase trinta anos, depois, recentemente até, o meu pai-patrão Paulo Jurandir Leite da Silva, o Jora Leite, entrando em casa na Vila Sonia, Butantã, SP, ao adentrar meu quartinho de criares aloprados - livros, telas, papéis, inéditos, carrinhos em miniatura, etc. e tal  - uma verdadeira babel de desvairados inuntensilios, curto e grosso comentou: -Entrando aqui, estou me lembrando do quarto de criação de Paulo Rolim, o banzé é igualzinho, nesse amontoado de livros... Então me veio à mente, que, quando muito guri ainda, talvez com sete ou oito anos, de uma conversa do meu pai com minha mãe:   De que um parente da sociedade queria me adotar, por assim dizer, para me passar seus ensinamentos, seus conhecimentos. O pai ficou curioso, ouviu o sobrinho fazer o pedido, depois de idas e vindas na conversa, disse que tachou o convite para ser espírita (como achavam que ele era) do Paulo Rolim, e refugou, porque era crente... Esse papo correu e assim, sem mais nem menos, tornando-me escritor, sabei-me lá porque também, escrevendo contos surreais, fantásticos (loucos?) e outras loucuras literárias por assim dizer, fico a pensar no Paulo Rolim com o qual poucas vezes tive a chance de conversar e ainda assim mesmo de passagem, e sinto que ainda tenho como uma luz, um referencial, um mestre, pensador e sentidor, porque nessa vida somos todos aprendizes e, digo sempre, se vivêssemos mil anos  fizesse cem faculdades, se lesse um milhão de livros, ao morrer ainda saberia se tanto, apenas um por cento de tudo que se tem para saber, uma vida só é pouco – na casa do Pai há muitas miradas – e Paulo Rolim sabia um pouco mais porque era um escolhido, mesmo marcado numa sociedade eu não estava à sua altura à época para compreendê-lo criativo e excepcional. Tudo isso, e, ainda muito triste, por poder escrever sobre ele, dar esse depoimento de aprendiz dele, sem ter uma foto dele para ilustrar o próprio texto aqui despojo, depoimento.

No Centenário do G.E.T.T. Grupo Escolar Tomé Teixeira, sobre ele se escreveu:

PAULO ROLIM CORRÊA:

                  Filho de Clementina Rolim de Moura e Olympio Leite Corrêa, frequentou o Grupo Escolar de Itararé e destacou-se por sua inteligência, sendo considerado um aluno prodígio pela professora Aracy de Oliveira Mello. Possuidor de um espírito caritativo, após casar-se com Cacilda Rolim, criou a Casa Paterna e passou a dar assistência a meninos carentes, chegando a abrigar cerca de 40 crianças. Tornou-se radialista e  jornalista; dedicava-se à leitura sobre mestres e crenças do passado. Dispensou muito interesse a assuntos que se referiam ao Cósmico e aos discos voadores. Montou uma pequena oficina nos fundos de sua casa e ali  imprimia boletins informativos, publicando seus conhecimentos sobre o assunto. Em 1960, escreveu “Cavaleiros do Céu”, o primeiro livro editado em Itararé. Editou também o Jornal  A Arconave - Discos Voadores Através dos Tempos. Essas publicações continham artigos focalizando a origem dos discos voadores, extraterrenos, monumentos, religiões e uma série denominada “Deuses - Naves e Videntes”. Passando a residir em São Paulo, foi responsável por uma coluna no jornal “Notícias Populares”, onde escrevia sobre discos voadores que, na época, despertavam curiosidade. Paulo não viveu o tempo suficiente para ver  que  a popularidade dos objetos voadores não identificados - UFOS cresceu muito através dos anos, sendo objeto de investigação científica.

(Fonte: http://ex-alunosdotometeixeira.blogspot.com.br/p/musica_14.html - Lázara Aparecida Fogaça Bandoni, Professora, Historiadora Premiado a Governadora do Elos Clube, Comunidade Lusiada Internacional)

Paulo Rolim, Jorge Chueri, Maestro Gaya, Paschoal Melillo, Gustavo Jansson, Adriano Queirós Pimentel, Walter Santana Menk, Nenê Bíglia, Celio Santiago, Percy de Almeida Jorge, quantos mestres tive, quantos referenciais? Subi nos ombros desses gigantes para poder enxergar mais longe. Há um Deus.

Nunca mais houve um PAULO ROLIM no mundo.

Somos eternos admiradores dele. O show tem que continuar. BRAVO!

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-Poetinha Silas



Texto da Série “Memórias das Coisas e Causas Que Trago e Tenho de Itararé Que Amamos Tanto”