Monday, July 30, 2018
FRAN ROSAS, TALENTO E PRECIOSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DA NOVA JÓIA PRECIOSA DA NOVA MÚSICA BRASILEIRA
MPB Contemporânea
Cantora Fran Rosas, a nova joia no florir do lume da New MPB em ebulição
-“Minha terra tem Pinheiros//Adonde canta a Fran Rosas...” Melhor dizendo: em Curitiba – Curitiba, que quer dizer terra dos pinheirais - tem a Artista talentosa Fran Rosas com raízes entre Itararé-SP (Celeiro de artistas) e Ponta Grossa-Pr (pertinho de Itararé) dando ao lume artístico-musical suas “cantárias”, louvações... shows e espetáculos...
-Pois, afinal, Itararé, cidade de revoluções, ex-capital do trigo, depois capital do feijão, mas, ainda e sempre capital artístico-cultural da região sul de São Paulo, terra entre outros craques de arte musical, de Maestro Gaya (descobriu, burilou, orquestrou, Chico Buarque de Hollanda, entre outros, como Taiguara, Nelson Gonçalves, etc. e ganhou prêmios em áureos tempos de festivais de MPB da Record), Paschoal Melilo, (seu Baião Cuco estourou nos anos 20 quando ele pintava e bordava na Lapa do RJ em época de Noel Rosa e Aracy de Almeida), terra-mãe também de Regina Tatit, Rogéria Holtz, Carlos Casagrande, Elvira pagã (que Rita Lee cantou), e assim dessa raiz, tronco e chão, redondezas e trilhas pertinentes, brotou uma “Rosas” que canta porque é Fran e ao ouvi-la, acabamos todos fãs também...
-Tive a honra (e orgulho, claro), eu, um fanático por Itararé (canta a tua aldeia e serás eterno, disse León Tolstoi), de sabê-la por lá, com amigos, familiares, de Itararé, de ouvi-la, ver nas canjas virtuais do You tub sua performance, e encantei-me de curti-la, eu, com três notas musicais no nome, filho de um Maestro de bandas e Regente, de corais, compositor, fundador de corais e bandas no estado de SP e PR, que hoje é nome de Rua em Itararé, Rua Maestro Antenor Corrêa Leite.
-Pois nesse feitio todo de diapasão de acontecências, da Fran Rosas que soube e quis ouvir mais, recebi o belíssimo cedê LUME, interessante trabalho desde a estética da capa do projeto, à beleza singular da cantora/intérprete, passando, é claro, pela qualidade musical dos interessantes arranjos finíssimos de primeira linha, espetaculares, ainda as canções que ela com portentoso espetáculo verte para nós em seu lume de voz maviosa e singeleza na interpretação. Bravo!
-Espetacularmente assim e por isso mesmo muito bem produzida pelo namorido Rafael Rosas, de Itararé-SP, Fran Roas esbanja simpatia, cativa, e você bebe/ouve sua qualidade vocal, com belas composições, letras e músicas, inclusive do Celso Viáfora, Maninho, Estrela Ruiz Leminski e Djavan que botou sua Asa e seu Azul na voz exuberante da Fran Rosas que nas canções assomou-se.
-Diz o site Tratore, a distribuidora de artistas Independentes:
“Expoente da música curitibana, Fran Rosas é cantora e interprete de grande expressividade e personalidade. Dona de uma voz suave e versátil, assume diversas influências musicais, transitando com facilidade entre os mais variados estilos. Em 2017, lança o seu primeiro álbum - Lume, com produção de Rafael Rosas. O trabalho traduz com fidelidade a gama de influências que recebe ao longo da carreira, consolidando sua originalidade como marca pessoal.”
Vejam-na, quero dizer, ouçam-na, e babem:
https://soundcloud.com/franrosas
No site GENTE.IG.CULTUR, a consagração da carreira:
“Revelação da MPB, Fran Rosas se prepara para a sua primeira turnê na Europa”
http://gente.ig.com.br/cultura/2018-05-08/fran-rosas-turne-portugual.html
Crítica: - Crítica Sobre o Álbum Lume
“Já em Estrela de Brilhar, primeira faixa de seu álbum de estreia, a cantora curitibana Fran Rosas mostra ter muitos horizontes. O álbum revela uma cantora afinadíssima e à vontade em diferentes estilos(...). Foi bailarina clássica e prefere a delicadeza das canções…”– Juarez Fonseca – Jornal Gaúcha ZH
Eu que nasci no bairro operário de Harmonia, em Monte Alegre, Pr, hoje Telêmaco Borba, e fui criado desde os seis meses de idade na histórica cidade de Itararé-SP, terra de meu pai, um dos cem primeiros itarareenses a nascer na cidade, e que quando jovem foi acendedor de lampiões de gás em Itararé nos indos de antigamente, vejo as andanças musicais da Fran em sintonias e trajetos pertinentes, por assim dizer, e para nosso orgulho, claro...
Fran Rosas tem essas raízes fincadas em Itararé, seu marido produtor musical, maestro, arranjador e instrumentista, e familiares dele todos residentes em Itararé, mesmo ela tendo nascida de papel passado em Ponta Grossa, Pr, pertinho de Itararé, tendo por fim a bela Curitiba, a capital do Paraná, como seu palco iluminado.
Por essas e outras, como nova estrela na nossa também nova MPB, desejamos à FRAN ROSAS sempre muito sucesso, porque brilho, talento e lume ela tem, e, como diria Caetano Veloso, gente é para brilhar.
Brilhe Fran, solte a sua graciosa voz nas estradas de tijolos amarelos da vida.
Bravo!
-0-
Silas Correa Leite - E-mail: poesilas@terra.com.br
www.artistasdeitarare.blogspot.com/
Poeta, Escritor, Professor e Jornalista Comunitário. Autor entre outros de TIBETE, De quando vc não quiser mais ser gente, Romance, Editora Jaguatirica, RHJ, 2017.
Sunday, March 04, 2018
TIBETE, De quando você não quiser mais ser gente, Romance, Silas Correa leite, Editora Jaguatirica, RJ
TIBETE – o novo romance de Silas Corrêa Leite – E quando você não quiser mais ser gente?
-O novo romance do escritor Silas Corrêa Leite, lançado ao final do ano passado pela Editora Jaguatirica, RJ, vem bem a calhar, tendo em vista o tenebroso momento em que se resta o Planeta Terra, e particularmente o Brasil também em crise sem precedentes históricos, em que há uma falência generalizada de valores e estruturas sociais, terrivelmente depondo com o que deveria ser o público fito ético-plural-comunitário da sociedade nesses tempos de falta de qualidade de vida e de uma convivência humana de baixíssimo nível. Fugir seria a melhor estratégia? Loucos escrevem. Céu ou inferno moram nos desfechos? O personagem principal do livro, nesse contexto todo relata sobre as tormentas de um ex-escritor marcado, com altos e baixos na vida, mas, afinal evoluído socialmente falando, e que num estranho súbito momento, um bendito dia saca que não é feliz; avalia que o que conquistou não o satisfaz, quando conclui que “vencer na vida” não é tudo, não significa nada, não faz sentido, e, parafraseando Caetano veloso se questiona: tudo o que conquistou, a que será que se destina? Fechamento de ciclo.
De cara resolve pular fora do sistema, da redoma de infernos que é seu meio conturbado. Larga tudo e vai em busca de um lugar para chamar de céu, um infinito particular que seja. Quer um canto para se esconder de ser gente, de ver gente, se tratar de si, se reconciliar, cavar uma trilha, um buraco, antes que faça uma besteira... Estresse e paranoia de finalmente se descobrir sendo uma coisa que não quis ao final de tudo, passando da idade do lobo.
Volta para sua aldeia, Itararé-SP, foge de existir. Lá vai morar no mato, mal sabendo lavar um par de meias, um lenço, ou fritar um ovo. Terá que, numa emergencial e improvisada cultura de subsistência, adaptar-se na marra, longe da urbanidade tantã e da civilização em derrocada, para repensar o caminho que fez, como se numa espécie de jornada espiritual de recolhimento temporão, de reconciliação e mesmo de depuração de sua interioridade ferida, de sua sensibilidade lixada de ver, fermentar, engolir sapos, aceitar regras, chorar, sofrer, conviver, sobreviver... Com o mundo num labiríntico caos, com sua crise de identidade de turrão, concorrente, sedentário, já obeso, calvo e com problemas de saúde, além de síndromes pintando num campo minado de cobranças ridículas, entre boletos de posses e sachês viciados de poses insatisfatórias, mais doenças paraexistenciais e questionamentos de neuras, o personagem enquanto se adapta num barracão dentro de um manto de selva, vai relembrando o que sofreu, as perdas e danos, idas e vindas, traições e incompletudes, cartéis e cassinos, bolando artes loucas dentro do funil da crise de perquirir, ao mesmo tempo em que compactua com o recanto que ergueu pra si, e confronta a natureza primária pertinho o abraçando e sustentando, na sua busca de paz, o terrível encontro consigo mesmo, pela frustração com tudo, o nada que é tudo, feito um desorientado cidadão pós-moderno num mundo corrompido, procurando se achar enquanto há tempo.
Na capa do romance de 382 páginas, o aviso: “Destruam este diário, ou destruam suas vidas”. A obra é isso mesmo, uma espécie de diário de resistência e luta, de busca da reformatação do ser, de uma transformação radical, mais, a de busca de um buraco para se encaixar depois de questionamentos, se isolando feito um Tibete íntimo, uma guarita, uma cápsula de nave, um jardim secreto, um esconderijo, uma Pasárgada, uma Shangri-lá, que é na emergência da situação de conflito e confronto, a periferia rural de Itararé, na lonjura distante de um lugar em que o judas perdeu o All-Star.
O deslocado personagem meio eremita que sonha um Mosteiro Ateu ou um Monastério Lico, as vezes introspectivo, de acordo com a lua, as vezes anarquista libertário, ou romântico sonhador da pá virada, quando não incendiário, perigoso, detona tudo, registra, narra, incendeia irrazões. E o leitor sendo testado, também vai acabar fazendo uma viagem de recolhimento que o livro Tibete faculta e induz, antes que venha o cometa ou o cavalo amarelo do Apocalipse. Vai nessa toada o romance.
Lendo o Tibete você sofre, se encontra, revolta, se confronta, assusta mas se requalifica, a repensar melhor sua vidinha merreca e seus infernos de grifes, impropriedades, consumismo e obrigações piradas de meros vazios existenciais. E pode clarear a mente adubada pela mídia abutre; deixar de ser bovinamente refém do consumismo irado, começando assim a vitimizar conquistas espúrias, pois, como diz Raul Seixas, “Quem entra em buraco de rato/De rato tem que transar”. Nesse mundo insano, vencer numa sociedade assim não significa nada, muito menos mérito notório. Liberte-se também. Leia Tibete e também Tibete-se. Eis o verbo
-0-
BOX: Livro: TIBETE, de quando você não quiser mais ser gente - Gênero: Romance - Editora: Jaguatirica, RJ - E-mail da editora: jaguatiricadigital@gmail.com - E-mail do autor: poesilas@terra.com.br - Links para adquirir a obra:
01)-EDITORA
https://www.editorajaguatirica.com.br/livros1/ficcao/tibete-de-quando-voce-nao-quiser-mais-ser-gente/
02)-MERCADO EDITORIAL
https://www.mercadoeditorial.org/book/tibete-1
03)-AMAZON, link:
https://www.amazon.com.br/Tibete-quando-voc%C3%AA-quiser-gente-ebook/dp/B079KLR1BG
04)-Livraria Cultura
https://www.livrariacultura.com.br/p/ebooks/literatura-internacional/romances/tibete-2010166060
-0-
Vejam
Entrevista minha sobre meu romance TIBETE na Rádio UNESP FM, ao Jornalista, Escritor e Crítico de Arte Oscar D´Ambrósio
O áudio da entrevista:
Silas Corrêa Leite [Entrevista 2945]
http://podcast.unesp.br/perfil-01032018-silas-correa-leite-entrevista-2945
Subscribe to:
Comments (Atom)



