Sunday, February 19, 2006

Curriculo do Dono do Site

O Poeta e Ficcionista premiado Silas Corrêa Leite tem 53 anos, é de 19/08/52, da histórica e boêmia aldeia de Itararé-São Paulo, Brasil, terra de celebridades artísticas nacionais como o Maestro Gaya, Luiz Solda, Rogéria Holtz, Irmãs Pagãs, Carlos Casagrande, Regina Tatit, Jorge Chuéri, Luiz Barco, verdadeiro celeiro de artistas, portanto. Em Itararé foi bóia-fria, engraxate, vendedor de dolés de groselha preta, garçom, vendedor de jornais. Família pobre, seu pai descendente de judeu-português era acendedor de lampiões de gás e sua mãe mestiça de negro com índio. Com 16 anos ele escrevia pros jornais de Itararé (hoje é autor do Hino ao Itarareense), tinha programa na Rádio Clube de Itararé e, nos shows pratas da casa, imitava ídolos da Jovem Guarda. Por causa de uma paixão impossível, sem lenço e sem documentos em 1970 com apenas a quarta-série do primário migrou para Sampa. Sem dinheiro no bolso/Sem parentes importantes/Vindo do interior, como na balada do Belchior. Morou em pensões e repúblicas, passou fome, voltou a estudar, fez Direito, ganhou ficha nos podres porões da ditadura militar incompetente e corrupta. Sempre escrevendo, começou a participar de concursos e a ser premiado em verso e prosa, até no exterior. Ganhou alguns prêmios, (Prêmio Ignácio Loyola Brandão de Contos, Prêmio Paulo Leminski de Contos, Prêmio Mário de Andrade de Poesia, Prêmio Mário Quintana de Crônicas, Prêmio Ficção Científica e Fantástico em Portugal, Prêmio Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP-SP), Prêmio Lígia Fagundes Telles Para Professor Escritor, etc.) Consta em dezenas de antologias literárias em verso e prosa até internacionais. Lançou um e-book (livro virtual) chamado O RINOCERONTE DE CLARICE com 11 contos fantásticos, cada ficção com três finais cada, um final feliz, um final de tragédia e um politicamente que foi um sucesso no site www.hotbook.com.br/int01scl.htm e destaque na mídia, inclusive televisa (Metrópolis, TV Band., Rede 21, Provocações). A obra, pioneira, de vanguarda e única no gênero, foi indicada como leitura obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Faz palestras e congressos, adora mais estudar e ler do que de existir (fez também Geografia, é especialista em Educação, fez várias extensões inclusive em Filosofia Para Crianças, Literatura na Comunicação, Direitos Humanos na USP, etc.) colabora atualmente com mais de 300 sites, inclusive no exterior e em países de língua espanhola. Tem três livros: Trilhas & Iluminuras, Poemas, 2000, Porta-Lapsos, Poemas 2005, e em 2006 lançará Os Picaretas do Brasil Real (Série Cantigas do Escárnio e Maldizer), estando com um livro de ficções premiadas para ser avaliado pela Travessa dos Editores de Curitiba-Pr. Antimilitarista, pela não violência, acredita na arte como libertação, como Manuel Bandeira. É considerado um humanista de resultados, sendo professor, jornalista comunitário e relator de uma ONG de Direitos Sociais. Seu site é: www.itarare.com.br;/silas.htm Sua poesia de apresentação é:
Ser poeta é a minha maneira
De chorar escondido
Nessa existência estrangeira
Que me tenho havido

E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br

2 comments:

Leia Silas said...

Artigo:


Culturas Juvenis e Processo Ensino-Aprendizagem: Um Grito Parado no Ar


O que o teen quer dizer exatamente quando picha abstratos primitivos, desdenha ironicamente, grafita sandices, esparrama verborragias, radicaliza atitudes posturais, compõe RAPS pesados por assim dizer, e contesta, transgride, bota a boca no trombone?. Rebelde sem causa ou, muito pelo contrário?. As culturas juvenis falam por si mesmas. No olho do furacão em que estão os regentes de aulas enquanto profissionais de educação; entre as seqüelas do neoliberalismo amoral e inumano e um mundo consumista e insensível, quem se sabe colocarmos a Educação sob a ótica de um “humanismo de resultados” seja mais do que necessário na metodologia do processo todo do ensino?

Olgária Matos nos diz: “Compreender o eclipse da educação para a emancipação é interrogar a permanência da barbárie no interior da civilização(...) Há barbárie – diz Adorno – sempre que se retrocede à violência e diversas regressões da sociedade(...) Só há política modernizadora em sentido humanista e iluminista quando se aliam desenvolvimento econômico e humano (...), acúmulo de capital e exclusão; marginalização e aumento da miséria material e espiritual é arcaísmo, barbárie(...)” (In, Discretas Esperanças).

Educar é, sobretudo, ensinar a pensar. E o verdadeiro verbo aprender só se conjuga plenamente quando passa didático-pedagogicamente a se consagrar pelo pensar (e ensinar é ensinar a pensar), refletir. Concomitantemente, escola inclusiva quer dizer integração – aulas vivas, produtivas, modernas – mais moderação, democracia, ética, diálogo, compreensão dessa soma, e ainda, instrumentalização de infovias e mesmo de novas práticas de docência que vão sempre de encontro à ótica dos alunos enquanto cidadãos contemporâneos. Lecionar é inspirar.

“A juventude de hoje, com sua fragilidade aparente, pode ser na verdade muito mais inovadora e criativa do que em épocas passadas, desde que os adultos não fiquem alheios aos seus reclamos(...)” (Philippe Jeammet, in, Novas Problemáticas da Adolescência: Evolução e Manejo da Dependência).

Passa pelo ponto de vista essencial da educação, e pelo olhar criterioso do professor, que o teen está ávido de saber, mas, muito além disso, também quer fazer parte do contexto, desde a técnica de regência ao currículo, desde o conteúdo sistemático às diversas formas em que ele também pode se encontrar, congregando, participativo, alterador, questionador e, sendo o alvo principal das aulas propriamente ditas, querendo o que tem direito: aulas gostosas, cativadoras, interessantes, diferenciadas. Ou vai contestar bagunçando o coreto das aparências.

O professor vai deixar esse grito parado no ar? Deve buscar por reverter o quadro, manejar essa energia sazonal, usá-la em seu favor, em benefício da ensinança como um todo. Deixemos o jovem ser jovem. A aula que você dá, é exatamente a aula que você gostaria de ter numa “cela” de aula? Os tempos são outros. As metodologias enquanto processos também precisam ser revisitadas.

Lévi-Strauss dizia não ver como a humanidade poderia viver sem diversidade. Nesses tempos atuais, o professor tende a ser um mero detalhe. Se não se capacitar. Ou, o educador realmente consciente vai correr atrás, inteirar-se, instrumentalizar-se, dizer a que veio e pegar o resultado satisfatório pela própria competência, como prova de ser a pessoa certa no lugar certo, verdadeiro profissional de oficio? A devida competência ético-profissional naquilo que nos propomos a fazer, é a chamada estética de dentro. “O aprendizado é o único alimento verdadeiro da alma. Não se pode amar a coisa alguma antes de conhecê-la” disse Leonardo da Vinci. Taí, por exemplo, para a educação atual, um conceito embasado no princípio do humanismo de resultados. Temos que fazer a diferença. E o que mais almejamos, é o que mais precisamos estudar, pesquisar, pensar. A criatividade é mesmo impertinente. Qual é a nossa bagagem de esperança e dínamo motivador nesse campo de trabalho complicado por excelência?

Professores não devem ser como serras elétricas: cortar as árvorezinhas-alunos. Devem ser intermediadores, norteadores, pensadores em comum, abrindo caminhos, desviando condutas, dialogando, nunca aceitando os golpes, mas, antes, sacando-os, pois, quando os jovens picham, compõem RAPS sobre drogas e violência, grafitam, querem dizer alguma coisa. E é exatamente essa “coisa” que nos faz sermos professores; dela tirarmos material de trabalho. Ou não faria sentido estarmos à frente de uma sala de aula para reproduzirmos o sistema, aceitarmos tudo como carneiros tosquiados o que nem eles mesmo aceitam e nós, certamente no lugar deles não aceitaríamos, como, um dia, alunos, também não aceitamos, aliás, questionamos, amor e flor, essas coisas.

Ser teen não é fácil. Não foi fácil conosco quando fomos. E o que fizemos do que fizeram de nós? Acreditamos no sonho. Viramos professores por livre e espontânea esperança sadia. Loucos? Os loucos abrem os caminhos que depois os sábios percorrem, disse um poeta. Nosso recurso humano é o aluno; nosso material de trabalho, por assim dizer. Na contramão da decadência sócio-cultural, contestando o sistema, recodificando-o, os teens hoje assimilam vários ditames das chamadas culturas juvenis, como se um grito parado no ar procurando prismas de pensadores, um apoio, professor que compreenda melhor sua travessia, um professor que use de sua competência, administrando com eficiência o problema, sem perder a ternura.

Humanismo de resultados é o que buscamos, ao tentar compreender as provocações dos alunos, com suas culturas, seus gritos de guerra, suas quebras de regras. Eles sentem do modo deles. Eles reagem do modo deles. Ser professor agora não é a mesma coisa, como ser professor entre alunos de nosso tempo. Tínhamos uma família, um lar, uma sociedade mais pacífica. Hoje, o bicho tá pegando, dizem eles, marotos, mas, perdidos, pois ainda não sacaram o lance, nem só têm a escola como espaço de estudo, quando a mídia agita e ventila situações, injustiças, consumismos e conflitos. Hoje vale mais o parecer do que ser, o bem do que o conteúdo. A posse do que o estudo.

Chega a ser desafiador a regência de aulas. Por isso, os candidatos a evolução nessa re-construção do processo, que se apresentem, e que venham prontos para grandes batalhas, o que certamente permitirá grandes vitórias, nos fará a todos heróis para conquistas sócio-comunitárias, beneficiando toda a sociedade.

Eles têm o Hip Hop como arma de contestação? Seremos a ilha de edição deles. Eles picham aqui e ali, alhures, birrentos e carentes? Daremos aulas com histórias em quadrinhos, entrevistas, teatro, humor, cartuns. Eles querem compor RAPS? Daremos a técnica de música, de poesia, sempre com o conteúdo (lições e avaliações contínuas) implícito. Eles querem contestar isso e aquilo? Montaremos peças de teatro agregadoras. Eles querem falar e mais monologam do que dialogam, não respeitando diferenças? Faremos uma rádio comunitária. Sim, os teens querem aulas vivas, aulas-vidas, não copiar, ler, escrever, lições chatas. Vamos de encontro ao interesse deles?

Fazermos alunos-cidadãos, críticos, desses alunos-problemas. Essa é a idéia. Vamos nessa? Qual é a sua, mestre? O exercício da verdadeira cidadania, desde a fase infanto-juvenil, começa em classe.

-0-

Silas Correa Leite
Estância Boêmia de Itararé-SP/Brasil
Teórico de Educação, Crítico Social e Jornalista Comunitário
Especialista em Educação, Pós-graduado em Relações Raciais e Democracia (USP), Coordenador de Pesquisa da Universidade de São Paulo.
E-mail: poesilas@terra.com.br
Site: www.itarare.com.br/silas.htm
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, 2005
Autor do e-book de sucesso O RINOCERONTE DE CLARICE
Site: www.hotbook.com.br/int01scl.htm

Leia Silas said...

FLASH AUTOBIOGRÁFICO DE SILAS CORREA LEITE

55 Anos, 55 Perguntas e Respostas de Bate Pronto, Vapt-Vupt

01)-Nome: Silas Corrêa Leite, duas notas musicais
02)-Origem da alma: Estância Boêmia de Itararé, São Paulo
03)-Cor Predileta: Amarelo
04)-Time: Corinthians da Nação Fiel
05)-Fruta: Abacaxi
06)-Frase Predileta: Meu Reino Não é Desse Mundo
07)-Elogio que mais recebeu, muitas vezes: Silas, Você não existe!
08)-Adora: Ler, sempre
09)-Não gosta De levantar cedo
10)-É contra: Lucros impunes, riquezas injustas, propriedades-roubos
11)-Oração: Pai-Nosso
12)-Cada vez admira mais: Rosangela Silva, a Musa-Vítima
13)-Poeta Brasileiro: Jorge de Lima
14)-Poeta Português: Fernando Pessoa
15)-Romancista Brasileiro: Machado de Assis
16)-Romancista Português: José Saramago
17)-Melhor Romance Que Leu: Cem Anos de Solidão
18)-Cronista Brasileiro: Aldir Blanc
19)-Pintor Brasileiro: Jorge Chuéri
20)-Compositor/Cantor: Caetano Veloso
21)-Comida Preferida: Churrasco
22)-Religião: Humanismo de Resultados (Fé na fé!)
23)-Hobby: Escrever
24)-Medo: De não sobreviver
25)-Bebida predileta: Cerveja
26)-Espaço que adora: Praia
27)-Detesta: Mentira
28)-Como gostaria de morrer: Em vôo de avião (mais perto do céu?)
29)-Anjo-da-Guarda: Mãe Eugênia de Oliveira Corrêa Leite
30)-Lugar Que Gostaria de Conhecer: Israel
31)-Dez ídolos: O Pai, Maestro Antenor Corrêa Leite, Shakespeere, Gandhi, Betinho, Martim Luther King, Rivelino, Charles Chaplin, Marlom Brando, Jorge Luis Borges, Elis Regina
32)-Músico: Tom Zé
33)-Melhor Poeta Mulher: Hilda Hist
34)-Melhor Ficcionista mulher: Clarice Lispector
35)-Santo Predileto: Jesus Cristo (e não existem outros)
36)-Filosofia: A melhor vingança é ser feliz
37)-Lembrança da infância: A família reunida, ninguém estava morto
38)-Sonho de consumo: Uma casa no Campo em Itararé
39)-Pior tristeza: A existência da morte (se foi pra destruir, por que é que fez?)
40)-Única Fobia: Medo de água (Os peixes fazem sexo na água – só gosta de água com malte, lúpulo, levedo e cevada...e espuma no colarinho)
41)-Futuro: Ao FMI pertence
42)-Melhor Livro que leu: A Bíblia
43)-Melhor ficcionista contemporâneo: Nelson Oliveira
44)-Melhor poeta contemporâneo: Erorci Santana
45)-Injustiça: Contra os índios, contra os negros, contra os imigrantes, contra os migrantes, contra os poetas neomalditos
46)-Pior erro histórico: o neoliberalismo
47)-Vergonha social: A terceirização que refunda o neoescravismo
48)-Melhor curso entre tantos que fez: Direitos Humanos e Democracia na USP
49)-Próximo sonho: Novela ou Mini-série na Globo
50)-Melhor posse: O amor dos que me amam
51)-Melhor piada: Colabore com as autoridades/Cometa um crime perfeito
52)-Filosofia que gosta: O existencialismo
53)-Como gostaria de se chamar: Silas de Tarso Ely Corrêa Leite
54)-Melhor ídolo de minha terra-mãe: Jorge Chuéri, meu pai-patrono das artes, meu referencial)
55)-Frase para pensar na hora da morte: Pelo menos meu epitáfio já está pronto a partir do nome que vira verbo: Silascô ...

()