Acordo, como, bebo, sangro, vegeto, durmo. Tudo outra vez. Para depois acordar triste de novo, na mesmice de uma sórdida existencialização, em que a hipocrisia impera e a mediocridade não tem limites. Todos deveriam ter um cérebro. E deveria haver também uma recarga sistemática de vez em quando. Todos deveriam ter alma, sentimento, coração. Mas aí seria pedir muito, pedir demais. Não seríamos condenados a existir se fôssemos santos. Escrevendo pago a minha pena, dando testemunho do horror que é estar na terra, aterro sanitário a deriva no espaço. Não sei ser SER. Nunca vou conseguir me parecer com isso. A poesia é meu labirinto curativo, purgativo, válvula de escape, saída de emergência. Estou fechado para escrever Poesia. Não me procurem mais. Não me reconheço em mim. Escrevendo Poesia tendo pagar a minha taxa de trevas. Cuidado frágil. Esse lado para cima. Perguntem ao pó. – Silas e suas siladas
Wednesday, September 18, 2013
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