Artigo/Opinião
- Homenagem
Paulo
Rolim, Um Visionário Que Ainda é Orgulho e Honra de Itararé
“Canta
a tua aldeia e serás eterno” León Tolstói
Filósofo,
Humanista e Livre Pensador Paulo Rolim. Pois é, meus camaradas, saudades e
respeito. Faz tanto tempo que ele se foi, e muitos ainda dizem que ele foi o
Itarareense mais inteligente que nossa estância boêmia já teve, em celeiro de
artistas e chão de estrelas que nossa Itararezinha encantada sempre foi. Virou uma lenda... um mito. Ninguém nunca
mais no mundo escreveu o que ele escrevia, principalmente sobre Vimatologia. Foi
um incompreendido? Foi genial. Deixou apenas um livro impresso, mas muito
filhos-livros (páginas abertas) “adotados” de corpo e alma e oriundos da antiga
Casa Paterna, porque ele, além de muito criativo, artista, jornalista, radialista,
ventríloquo, visionário, espiritualista e escrever sobre discos voadores nos
anos 50 (tachado de louco, portanto) ele era caridoso, amoroso, criou a Casa
Paterna de Itararé e até foi perseguido por isso, e por ser mais inteligente do
que seus suspeitos críticos de ocasião, ou que não souberam compreender sua portentosa
mente brilhante, sua dignidade ético-plural comunitária, humanista, seu coração
de ouro e sua alma iluminada muito além de seu tempo. O tempo não apaga
estrelas.
Décadas
depois que PAULO ROLIM morreu, corriam histórias do ser humano, do cidadão, do
talentoso artista. Até mesmo comentários de que um texto enorme seu (um
calhamaço de papel datilografado e ilustrado por ele) teria sido enviado à
produção da Rede Globo, e que algumas novelas mesmo, inclusive O Clone, teriam
se aproveitado de suas criações muito adiantadas para sua época. Os gênios não
são compreendidos em seu tempo, e, ainda dizem, santo de casa não faz milagre.
Sobrinho de meu patriarca Maestro Antenor Correa Leite, como o Lazico Correa e
mesmo Eugenio Cleto, ambos já falecidos e primos, Paulo Rolim Correa já era bem
adulto já, quando eu ainda era jovem que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, e
começara a escrever com 16 anos para jornais de Itararé.
Muitos
anos depois, quase trinta anos, depois, recentemente até, o meu pai-patrão
Paulo Jurandir Leite da Silva, o Jora Leite, entrando em casa na Vila Sonia,
Butantã, SP, ao adentrar meu quartinho de criares aloprados - livros, telas,
papéis, inéditos, carrinhos em miniatura, etc. e tal - uma verdadeira babel de desvairados
inuntensilios, curto e grosso comentou: -Entrando aqui, estou me lembrando do
quarto de criação de Paulo Rolim, o banzé é igualzinho, nesse amontoado de livros...
Então me veio à mente, que, quando muito guri ainda, talvez com sete ou oito
anos, de uma conversa do meu pai com minha mãe: De que um parente da sociedade queria me
adotar, por assim dizer, para me passar seus ensinamentos, seus conhecimentos.
O pai ficou curioso, ouviu o sobrinho fazer o pedido, depois de idas e vindas
na conversa, disse que tachou o convite para ser espírita (como achavam que ele
era) do Paulo Rolim, e refugou, porque era crente... Esse papo correu e assim,
sem mais nem menos, tornando-me escritor, sabei-me lá porque também, escrevendo
contos surreais, fantásticos (loucos?) e outras loucuras literárias por assim
dizer, fico a pensar no Paulo Rolim com o qual poucas vezes tive a chance de
conversar e ainda assim mesmo de passagem, e sinto que ainda tenho como uma
luz, um referencial, um mestre, pensador e sentidor, porque nessa vida somos
todos aprendizes e, digo sempre, se vivêssemos mil anos fizesse cem faculdades, se lesse um milhão de
livros, ao morrer ainda saberia se tanto, apenas um por cento de tudo que se
tem para saber, uma vida só é pouco – na casa do Pai há muitas miradas – e
Paulo Rolim sabia um pouco mais porque era um escolhido, mesmo marcado numa sociedade
eu não estava à sua altura à época para compreendê-lo criativo e excepcional. Tudo
isso, e, ainda muito triste, por poder escrever sobre ele, dar esse depoimento
de aprendiz dele, sem ter uma foto dele para ilustrar o próprio texto aqui
despojo, depoimento.
No
Centenário do G.E.T.T. Grupo Escolar Tomé Teixeira, sobre ele se escreveu:
PAULO
ROLIM CORRÊA:
Filho de Clementina Rolim de
Moura e Olympio Leite Corrêa, frequentou o Grupo Escolar de Itararé e
destacou-se por sua inteligência, sendo considerado um aluno prodígio pela professora
Aracy de Oliveira Mello. Possuidor de um espírito caritativo, após casar-se com
Cacilda Rolim, criou a Casa Paterna e passou a dar assistência a meninos
carentes, chegando a abrigar cerca de 40 crianças. Tornou-se radialista e jornalista; dedicava-se à leitura sobre
mestres e crenças do passado. Dispensou muito interesse a assuntos que se
referiam ao Cósmico e aos discos voadores. Montou uma pequena oficina nos
fundos de sua casa e ali imprimia
boletins informativos, publicando seus conhecimentos sobre o assunto. Em 1960,
escreveu “Cavaleiros do Céu”, o primeiro livro editado em Itararé. Editou
também o Jornal A Arconave - Discos
Voadores Através dos Tempos. Essas publicações continham artigos focalizando a
origem dos discos voadores, extraterrenos, monumentos, religiões e uma série
denominada “Deuses - Naves e Videntes”. Passando a residir em São Paulo, foi
responsável por uma coluna no jornal “Notícias Populares”, onde escrevia sobre
discos voadores que, na época, despertavam curiosidade. Paulo não viveu o tempo
suficiente para ver que a popularidade dos objetos voadores não
identificados - UFOS cresceu muito através dos anos, sendo objeto de
investigação científica.
(Fonte:
http://ex-alunosdotometeixeira.blogspot.com.br/p/musica_14.html - Lázara Aparecida Fogaça Bandoni,
Professora, Historiadora Premiado a Governadora do Elos Clube, Comunidade
Lusiada Internacional)
Paulo
Rolim, Jorge Chueri, Maestro Gaya, Paschoal Melillo, Gustavo Jansson, Adriano
Queirós Pimentel, Walter Santana Menk, Nenê Bíglia, Celio Santiago, Percy de
Almeida Jorge, quantos mestres tive, quantos referenciais? Subi nos ombros desses gigantes
para poder enxergar mais longe. Há um Deus.
Nunca
mais houve um PAULO ROLIM no mundo.
Somos
eternos admiradores dele. O show tem que continuar. BRAVO!
-0-
-Poetinha
Silas
Texto
da Série “Memórias das Coisas e Causas Que Trago e Tenho de Itararé Que Amamos
Tanto”



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