Friday, July 19, 2013

PAULO ROLIM CORREA DE ITARARÉ, UM GÊNIO DE SEU TEMPO UM VISIONÁRIO



 

Artigo/Opinião - Homenagem


Paulo Rolim, Um Visionário Que Ainda é Orgulho e Honra de Itararé

“Canta a tua aldeia e serás eterno” León Tolstói

Filósofo, Humanista e Livre Pensador Paulo Rolim. Pois é, meus camaradas, saudades e respeito. Faz tanto tempo que ele se foi, e muitos ainda dizem que ele foi o Itarareense mais inteligente que nossa estância boêmia já teve, em celeiro de artistas e chão de estrelas que nossa Itararezinha encantada sempre foi.  Virou uma lenda... um mito. Ninguém nunca mais no mundo escreveu o que ele escrevia, principalmente sobre Vimatologia. Foi um incompreendido? Foi genial. Deixou apenas um livro impresso, mas muito filhos-livros (páginas abertas) “adotados” de corpo e alma e oriundos da antiga Casa Paterna, porque ele, além de muito criativo, artista, jornalista, radialista, ventríloquo, visionário, espiritualista e escrever sobre discos voadores nos anos 50 (tachado de louco, portanto) ele era caridoso, amoroso, criou a Casa Paterna de Itararé e até foi perseguido por isso, e por ser mais inteligente do que seus suspeitos críticos de ocasião, ou que não souberam compreender sua portentosa mente brilhante, sua dignidade ético-plural comunitária, humanista, seu coração de ouro e sua alma iluminada muito além de seu tempo. O tempo não apaga estrelas.

Décadas depois que PAULO ROLIM morreu, corriam histórias do ser humano, do cidadão, do talentoso artista. Até mesmo comentários de que um texto enorme seu (um calhamaço de papel datilografado e ilustrado por ele) teria sido enviado à produção da Rede Globo, e que algumas novelas mesmo, inclusive O Clone, teriam se aproveitado de suas criações muito adiantadas para sua época. Os gênios não são compreendidos em seu tempo, e, ainda dizem, santo de casa não faz milagre. Sobrinho de meu patriarca Maestro Antenor Correa Leite, como o Lazico Correa e mesmo Eugenio Cleto, ambos já falecidos e primos, Paulo Rolim Correa já era bem adulto já, quando eu ainda era jovem que amava os Beatles e Tonico e Tinoco, e começara a escrever com 16 anos para jornais de Itararé.

Muitos anos depois, quase trinta anos, depois, recentemente até, o meu pai-patrão Paulo Jurandir Leite da Silva, o Jora Leite, entrando em casa na Vila Sonia, Butantã, SP, ao adentrar meu quartinho de criares aloprados - livros, telas, papéis, inéditos, carrinhos em miniatura, etc. e tal  - uma verdadeira babel de desvairados inuntensilios, curto e grosso comentou: -Entrando aqui, estou me lembrando do quarto de criação de Paulo Rolim, o banzé é igualzinho, nesse amontoado de livros... Então me veio à mente, que, quando muito guri ainda, talvez com sete ou oito anos, de uma conversa do meu pai com minha mãe:   De que um parente da sociedade queria me adotar, por assim dizer, para me passar seus ensinamentos, seus conhecimentos. O pai ficou curioso, ouviu o sobrinho fazer o pedido, depois de idas e vindas na conversa, disse que tachou o convite para ser espírita (como achavam que ele era) do Paulo Rolim, e refugou, porque era crente... Esse papo correu e assim, sem mais nem menos, tornando-me escritor, sabei-me lá porque também, escrevendo contos surreais, fantásticos (loucos?) e outras loucuras literárias por assim dizer, fico a pensar no Paulo Rolim com o qual poucas vezes tive a chance de conversar e ainda assim mesmo de passagem, e sinto que ainda tenho como uma luz, um referencial, um mestre, pensador e sentidor, porque nessa vida somos todos aprendizes e, digo sempre, se vivêssemos mil anos  fizesse cem faculdades, se lesse um milhão de livros, ao morrer ainda saberia se tanto, apenas um por cento de tudo que se tem para saber, uma vida só é pouco – na casa do Pai há muitas miradas – e Paulo Rolim sabia um pouco mais porque era um escolhido, mesmo marcado numa sociedade eu não estava à sua altura à época para compreendê-lo criativo e excepcional. Tudo isso, e, ainda muito triste, por poder escrever sobre ele, dar esse depoimento de aprendiz dele, sem ter uma foto dele para ilustrar o próprio texto aqui despojo, depoimento.

No Centenário do G.E.T.T. Grupo Escolar Tomé Teixeira, sobre ele se escreveu:

PAULO ROLIM CORRÊA:

                  Filho de Clementina Rolim de Moura e Olympio Leite Corrêa, frequentou o Grupo Escolar de Itararé e destacou-se por sua inteligência, sendo considerado um aluno prodígio pela professora Aracy de Oliveira Mello. Possuidor de um espírito caritativo, após casar-se com Cacilda Rolim, criou a Casa Paterna e passou a dar assistência a meninos carentes, chegando a abrigar cerca de 40 crianças. Tornou-se radialista e  jornalista; dedicava-se à leitura sobre mestres e crenças do passado. Dispensou muito interesse a assuntos que se referiam ao Cósmico e aos discos voadores. Montou uma pequena oficina nos fundos de sua casa e ali  imprimia boletins informativos, publicando seus conhecimentos sobre o assunto. Em 1960, escreveu “Cavaleiros do Céu”, o primeiro livro editado em Itararé. Editou também o Jornal  A Arconave - Discos Voadores Através dos Tempos. Essas publicações continham artigos focalizando a origem dos discos voadores, extraterrenos, monumentos, religiões e uma série denominada “Deuses - Naves e Videntes”. Passando a residir em São Paulo, foi responsável por uma coluna no jornal “Notícias Populares”, onde escrevia sobre discos voadores que, na época, despertavam curiosidade. Paulo não viveu o tempo suficiente para ver  que  a popularidade dos objetos voadores não identificados - UFOS cresceu muito através dos anos, sendo objeto de investigação científica.

(Fonte: http://ex-alunosdotometeixeira.blogspot.com.br/p/musica_14.html - Lázara Aparecida Fogaça Bandoni, Professora, Historiadora Premiado a Governadora do Elos Clube, Comunidade Lusiada Internacional)

Paulo Rolim, Jorge Chueri, Maestro Gaya, Paschoal Melillo, Gustavo Jansson, Adriano Queirós Pimentel, Walter Santana Menk, Nenê Bíglia, Celio Santiago, Percy de Almeida Jorge, quantos mestres tive, quantos referenciais? Subi nos ombros desses gigantes para poder enxergar mais longe. Há um Deus.

Nunca mais houve um PAULO ROLIM no mundo.

Somos eternos admiradores dele. O show tem que continuar. BRAVO!

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-Poetinha Silas



Texto da Série “Memórias das Coisas e Causas Que Trago e Tenho de Itararé Que Amamos Tanto”


 

 

 

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